A criação e a consolidação, nos últimos cinco anos, de 15 universidades federais distantes dos grandes centros urbanos cumpriram o objetivo do governo de aumentar o número de cursos e vagas no ensino superior público brasileiro. Mas a expansão transformou municípios em canteiros de grandes obras, com alunos tendo aulas em prédios improvisados, sem infraestrutura e com quantidade insuficiente de professores. Para o Ministério da Educação, os problemas enfrentados pelas novas instituições são normais quando se tem um crescimento acelerado e, aos poucos, a situação deve ser resolvida. O MEC planeja contratar mais 1.097 professores neste ano e outros 1.858 até 2012.
Um caso interessante é o da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), de Chapecó, criada a partir de um movimento liderado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul e pela Via Campesina. A instituição tem as instalações provisórias instaladas em quatro dos cinco campus. Os projetos pedagógicos dos 42 cursos estão em processo de elaboração. A oferta de 2.160 vagas deve exceder a demanda. Nove cursos tiveram menos de um inscrito por vaga.
Fonte: Diário Catarinense, 01/03/2010 - Florianópolis SC |